sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pensamento e Poesia

Heidegger, em sua “Carta sobre o Humanismo” (Questions III), diz que o “homo humanus”, além de ter um meio ambiente, como os demais seres vivos (que nele estão presos), é o único que, em sua humanidade, ex-iste — está exposto à clareira do ser”, livre para ter não um meio ambiente, mas um mundo. A convocação a pensar a Verdade do Ser, que este dirige ao homem, é o que o torna um homo humanus.
O pensamento, portanto, em seu ser verdadeiro, “não é nem teórico nem prático” —, não é nem episteme e techne, nem práxis: "Um tal pensamento não tem resultado. Não produz nenhum efeito. Satisfaz à sua essência no momento que é” O pensamento é, para Heidegger,um fazer. Mas um fazer que ultrapassa de imediato toda práxis. O pensamento é superior a qualquer ação e produção, não pela grandeza do que realiza ou pelos efeitos que produz, mas pela insignificância de sua realização que não tem resultado.
Em seu “Qu’appelle-t-on penser?” (O que se chama pensar?), Martin Heidegger afirma: “ Poesia e Pensamento não se limitam, jamais, a utilizar a linguagem, a pedir sua ajuda para declarar-se, mas Pensamento e Poesia são,em si, o falar inicial, essencial e, consequentemente, ao mesmo tempo, o falar último que a língua fala por intermédio do homem.”

Trecho- “As Três Graças” – nova contribuição ao estudo de Guimarães Rosa-
Heloisa Vilhena de Araújo. São Paulo- Mandarin, 2001
Título do post- sueliaduan

4 comentários:

Rodrigo Della Santina disse...

Muito interessante o pensamento. Este como ineficaz, por assim dizer, mas ilimitado, capaz de "deslimitar" o homem. Gostei!
Grande abraço,

sueli aduan disse...

Poizé, gostei da tua "colocação", Rodrigo.
grande abraço

Katia Mota disse...

Creio que tudo resulta de um pensamento. Depende a direção dele.

sueli aduan disse...

Pensar...pensar..e...pensar!

beijo, kátia