domingo, 10 de abril de 2011

Do homem cordial à sinuca de bico.


Às vezes, muitas, ficamos numa sinuca de bico, saia justa mesmo. E somos cordiais, aqui vale lembrar "O homem cordial', um capítulo da obra "Raízes do Brasil", de Sérgio buarque de Holanda, onde o tema é belíssimamente tratado , certeiro, e não há como discordar. Perfeito.
E se a prática é a da cordialidade seremos taxados ,com toda razão, de coniventes com o que ai está, hipócritas, manipuladores...

E se optamos, corajosamente, pela franqueza, pelo embate, pelo esclarecimento do que entendemos, do que está acontecendo conosco , ou com o nosso entorno seremos taxados de  problématicos, mal amados, um caso a parte, um sujeito suspeitíssimo. Bipolar, tão na moda. Carente, solitário.  Um louco!

O que nos resta?  Um fechar- se em si mesmo? Um sorrisinho amarelo? Um tapinha nas costas. Alguns, a maioria,  com certeza seguiram esse caminho. Não diria mais fácil, talvez mais elegante, mais apropriado, mais lucrativo, mais... sempre mais.   Eu me contento com menos, bem menos :  - um elegante e sonoro va à merda, meu caro. Um preço que  sempre estive disposta a pagar.

4 comentários:

Carla Wanessa disse...

realmente não há nada mais humano, mais sincero e mais honesto consigo e ou outro do que um enfático "vá à merda"...craseado em em bom tom...então, Sueli...gritemos aos que precisam ouvir..VAI À MERDA...e sigamos em paz...
ps. é preciso esclarecer que não desejo a merda à nínguem, só não quero a merda pra mim...logo, aqueles que pedem por ela, à ela devem se dirigir...com um pouquinho de objetividade se vai longe!

sueli aduan disse...

só posso concordar com vc minha amiga Carlinha, de todas as horas, e tb não desejo merda pra ninguém, não.

mas, como sabe, sou generossíssima e o que me pedem não consigo recusar, viu. E,já que escrever é meu oficio, que o recado seja dado em palavras poéticas, mas o grito, esse, esse vai na prosa e dita.

Katia Mota disse...

Só posso dizere ... Obrigada...
É dificil não se encaixar...
Mas mais dificil encaixar martelado, danifica a peça e uma hora ela pula... e aí se ve que essa peça era errada.
bjão

sueli aduan disse...

que bom que gostou,Katia.
bjus

Esse texto surgiu dento de mim por conta de uma imensa necessidade de posicionamento. Coisas que acontecem nessa Sorocaba e nesse meio maravilhoso das artes onde nem todos enxergam, ou alguns enxergam demais, ou falam demais ou não pensam pra falar.
Então que me leiam.:O)